quinta-feira, 7 de maio de 2009

1, 2, 3 e já! Estreia no Sábado às 19h

Esse trabalho surgiu da minha paixão pelo movimento e , nada melhor, que me inspirar nos movimentos infantis - o moto-contínuo. Seja em brincadeiras, seja em jogos, seja na bala que se come, sempre vai haver um movimento que pulsa, um corpo pulsante, dançante. 

Um agreacimento especial ao olhar amigo de Bia Diamente, quem me deu o primeiro START. 

Luciano Tavares

domingo, 3 de maio de 2009

Estreia de maio

Eduardo Severino Cia. de Dança e Projeto Usina das Artes

Apresentam

1, 2, 3 e já!
De Luciano Tavares
Luciano Tavares estréia seu primeiro trabalho solo como criador-intérprete pela Eduardo Severino Cia. de Dança. Luciano desenvolve seu trabalho em Porto Alegre e como bailarino dançou no Ballet Clássico de Madrid – Madrid (Espanha) e na Companhia de Portuguesa de Bailado Contemporâneo de Vasco Wellenkamp – Lisboa (Portugal). Em Porto Alegre trabalhou com a Ânima Cia. de Dança de Eva Schul, com Jane Blauth, Vitória Milanez, Tatiana da Rosa, Cibele Sastre e atualmente trabalha com Grupo Tato de Fernanda Leite e Eduardo Severino Cia. de Dança Cias., sediadas na sala 209 dentro do projeto Usina das Artes.
Em 1994 recebeu Menção Honrosa no Prêmio Açorianos de Dança pelo conjunto da obra como intérprete. Representou o Brasil na cidade de Paris/França no 9°Concours International de Danse de Paris no ano de 2000, sendo contemplado com a medalha de prata.

1, 2, 3 e Já! é a largada para uma corrida. “Vamos ver quem ganha?”, “Quem chega primeiro?". A partir dessas questões essa pesquisa coreográfica retoma os movimentos infantis na sua essência, ao ponto de estabelecer um movimento continuo que brinca com as possibilidades de criar e recriar jogos a todo momento. Neste ínterim, a obra se propõe a estudar o movimento da energia e como a energia cria o movimento, fazendo-os virar dança.

Criador-Intérprete: Luciano Tavares
Trilha musical: Giba Rocha
Objetos Cênicos: Giba Rocha e Bia Diamante
Foto: Luciana Mena Barreto

Serviço:
Dias 9, 10, 16 e 17 de maio
Aos sábados e domingos
Horário - 19h

Ingressos no local – inteira – R$ 15,00 / meia – R$ 8,00
Sala 209 na Usina do Gasômetro


Contato com Luciano Tavares –
lucian.tavares@gmail.com – 93987351

segunda-feira, 9 de março de 2009

REESTREIA

Bundaflor, Bundamor

A obra tenta desmistificar as várias conotações que são dadas a ela ao experimentar esta parte do corpo com movimentos que não apenas remetam à sua representação erótica ou sexual, e sim, dispor a colocar em foco esta porção privilegiada do corpo sem falsos moralismos.

Dias 14, 15, 21 e 22 de março - Sábados e Domingos
às 20h 30min - Sala 209
 
Ingressos antecipados na Chaminé da Usina do Gasômetro

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

BUNDAFLOR, BUNDAMOR

Piriforme, pectíneo, quadrado lombar. Ísquio, ilíaco, púbis. Glúteo máximo, glúteo médio, glúteo mínimo. Quadril. Esse conjunto composto por ossos e por músculos anatomicamente funcionais constitui uma região amplamente popular em nosso país: a bunda.
O amplo interesse por esta parte do corpo está presente, desse modo, em diversas áreas, sendo foco de inspiração e temática. A chamada “preferência nacional” dos brasileiros, a bunda, é o cerne para criação desse novo trabalho coreográfico da companhia. Em cena o elenco aborda com humor o imaginário brasileiro, brindando nos movimentos de seus corpos para além da banalização dos elementos que compõem o real e o simbólico desse universo. A obra tenta desmistificar as várias conotações que são dadas a ela ao experimentar esta parte do corpo com movimentos que não apenas remetam à sua representação erótica ou sexual, e sim, dispor a colocar em foco esta porção privilegiada do corpo sem falsos moralismos. Como dizia Drummond, “É o milagre de serem duas em uma, plenamente, e bunda é a bunda, redunda”. E bem como viu Jean-Luc Henning em sua Breve história das nádegas, “a bunda é barroca, sim: a bunda é barroca. Curva e plenitude” dispara.

‘ Y Kûá - O silenciar de um rio

A obra ‘Y KÛÁ - O silenciar de um rio, tem como ponto de partida para a pesquisa coreográfica o elemento água, melhor dizendo; a falta da água. A água em processo de escassez. Nosso planeta esta ruindo, nossa flora queimando, nossa fauna sumindo, nossa água secando. Para onde iremos e o que seremos depois disso?

Peixes, anfíbios, lagartos, pássaros, macacos, homens, mutantes?
alguns seres percebem o mundo, outros apenas o devoram.

A relação do homem com o ambiente que o cerca exterioriza a relação que ele tem consigo? O que ocorre com a água no planeta reproduz em escala máxima o que acontece no seu íntimo? O que o homem faz com suas relações é o mesmo que faz com o meio ambiente?

IN/Compatível?

IN/Compatível? é mais do que uma simples pergunta. Com um cenário composto por uma mesa de escritório e duas cadeiras que assumem várias funcionalidades, ora transformando-se em cama, ora constituindo um ambiente de negociação e embates, ao redor das mesmas , a relação entre os três personagens se estabelece.
Doses equilibradas de crítica, de bom humor e de provocação envolvem o público, não somente nos sentimentos e situações cotidianas expostos nas possibilidades já anunciadas no título da obra, mas, essencialmente, no desenho destas relações, nas escolhas artísticas e na forma de apresentá-las, criando imagens que impedem a redução do tema a meros clichês.
A abundância de imagens e sensações sugeridas pelo cotidiano das relações humanas, ponto de partida para a pesquisa coreográfica, retrata a robotização de uma união através de uma linguagem contemporânea, com três personagens que se entrelaçam em seus sentimentos. Em cena, os seres negociadores do amor trajam um figurino pop que sugere um mundo mecanicista com relações vazias e distantes, onde os corpos ficam evidenciados no intuito de questionar o culto ao corpo existente em nossa sociedade, o mecanicismo de nossas relações e a robotização de nossos comportamentos cotidianos.
VENCEDOR DE 3 PRÊMIOS AÇORIANOS/2005: » Melhor Coreografia » Melhor Bailarino: Eduardo Severino » Melhor Trilha Sonora Pesquisada
Esta foi a primeira versão de IN/Compatível? , no elenco, Luciano Tavares, Carol Peter e Eduardo severino.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A mão mansa do afeto

Afeto, sentimento de inclinação para alguém, simpatia, amizade, afeição, amor, paixão, submetido, entregue, pendente.

Como falar sobre afeto? Como expressar a dor da perda, a euforia do reencontro, o pressentimento da distância, afastamento, reconciliação, afagos, amores e desamores do ser humano? Algumas sensações só podem ser expressas em palavras; outras, só através da dança.

MELHOR COREOGRAIA PRÊMIO AÇORIANOS DE DANÇA 2003

"Minha dança é o instrumento de dialogo com o mundo, minha obra é um registro claro da busca por uma linguagem própria que representa o pensamento da dança a que me proponho."

Cinco pessoas na tentativa de um novo viver...
Uma investigação coreográfica que passeia mão a mão pela carência do afeto, do outro, da mão, do calor, do ombro, da carência do apoio. Pessoas que se unem na tentativa de um novo viver.

A mão mansa do afeto.
Eduardo Severino